Michele Daiana: Minha história: Sozinha, mas nunca solitária

Minha história: Sozinha, mas nunca solitária


Nunca precisei de muito para me sentir feliz. As coisas que me deixavam satisfeitas sempre estavam ali ao meu alcance. Papal, caneta e livros. Quando ainda não sabia escrever, desenhava, rabiscava e já criava estórias na minha mente. Deve ser algo que já nasce com a gente, com certeza. Tinha minha coleção de livros sobre contos de fadas que meu pai lia para mim antes de dormir, e quando ele não tinha tempo, colocava as fitas com as histórias para ouvir no rádio. As queixas da minha mãe sempre foram diferente a das outras mães. Ela estava sempre me perguntando por que eu não saia do meu quarto, porque eu não tinha amigas e porque eu não ia brincar com alguém na rua. Eu não gostava disso, não gostava de gritaria e não gostava de aglomeração de pessoas. Eu era um pouco diferente. Tímida e estudiosa, muito estudiosa! Sempre fui fascinada por palavras e quando aprendi a escrever, nunca mais parei. Larguei os desenhos de lado. E minhas estórias não eram mais só de ilustrações. 

Desde pequena eu tenho a mente agitada. Sempre fui curiosa e sempre gostei de aprender coisas novas. Outra coisa (ás vezes muita chata) e minha mania de perfeição, meu perfeccionismo que muitas vezes me irrita, porque sempre fica aquela sensação de eu poderia ter feito melhor. Mas isso é algo que eu já aprendi a conviver. As vezes incomoda, mas muitas vezes ajuda.


 Sempre gostei muito de ficar sozinha, e ao contrário do que minha mãe pensava, eu tinha sim meus amigos, um pouco diferente, mas tinha. Minha amiga era Alice (o nome da minha 1ª filha será Alice), era Dorothy do Mágico de Oz. Eram os personagens dos meus livros, das minhas séries favoritas. E eu não precisava de mais nada. Afinal, eles não me desapontavam. Já que desde cedo eu venho me decepcionando com pessoas. E foi assim que eu cresci, me eduquei. Lendo e escrevendo. Sozinha, mas nunca solitária. Porque a solidão é muito diferente de se estar sozinho. Solidão essa que eu nunca desfrutei, graças aos meus eternos companheiros, os livros.



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